E foi assim que ela andou

Confesso que tinha muitas dúvidas em relação ao momento em que a criança aprende de fato a andar. Mais ou menos como durante a gravidez quando todo mundo fala de tudo sobre o parto, você fica cheia de dúvidas mas só entende mesmo na hora em que acontece. Ouvi falar de crianças que andaram com 10 meses, outras que demoraram muito, algumas que inclusive falaram antes de andar, outras que foram indo, indo, indo até que foram e outras que, como num passe de mágica, acordaram um dia e simplesmente levantaram e saíram andando como se nunca tivessem sido desprovidas dessa sapiência. Aqui a experiência foi realmente em etapas. Ela começou a ficar em pé segurando nas coisas, depois aprendeu a levantar e sentar sem precisar segurar em nada, aí começou a andar de mão dada com a gente com desenvoltura, até que começou a dar passinhos sozinha em nossa direção e esses passinhos foram aumentando até que finalmente pegou confiança e é oficialmente uma andarilha. E isso é super emocionante porque é uma conquista gigantesca. Tanto que cada passo que ela dá sozinha sempre vem acompanhado de um mega sorriso! Ela sabe que é uma coisa incrível. Agora é ficar de olho porque eu vou na cozinha preparar a fruta e ela simplesmente aparece lá andando ou estou no quarto e ela vai sorrateiramente andando pro banheiro. Provavelmente as estripulias não pararão por aí. Tem que ter muita disposição e manter um olho no peixe e outro na gatinha!

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Soninho

Muito se fala sobre esse tema do sono das crianças. Existem várias teorias, livros, técnicas e experiências diferentes. Aqui em casa a Nina dorme a noite toda, de 19:30 às 06:30, no bercinho dela. Nunca colocamos ela para dormir na nossa cama e acho que, mesmo que quiséssemos ter uma noite grude grude com ela, não conseguiríamos pois ela estabeleceu a rotina dela de sono no berço e acho que não se adaptaria a dormir no meio da gente. Quando, eventualmente, ela acorda de madrugada, seja por dente nascendo, pesadelo ou qualquer coisa do gênero, alguma vezes ela consegue voltar a dormir sozinha e outras ela chora e só dorme de novo mesmo comigo nanando no colo. Muitas pessoas também dizem que o “correto” é não nanar e sim colocar no bercinho e ensinar a criança a ter a independência de pegar no sono sozinha. Pode ser. Tudo pode ser. Mas aqui em casa nanamos desde o começo e acho muita sacanagem passar a deixá-la no berço sozinha a essa altura do campeonato no estilo “agora se vira aí”. Também já li que isso não tem nenhum problema pois uma hora a criança aprende e que a gente nana muito mais pela gente mesmo do que pela criança. Pode ser. Tudo pode ser. Da mesma forma que tem gente que coloca pra dormir na cama e é feliz com isso, aqui por alguma razão que a própria razão desconhece, foi assim que deu certo. O fato é que eu gosto de naná-la. Não sei se começamos a nanar porque não sabíamos que era pra colocar direto no berço, se chegamos a tentar colocar no berço mas não funcionou porque ela não dormia, se eu fazia porque era gostoso estar com ela no colinho, enfim, não lembro direito. O que estou querendo enfatizar nesse post é que não acredito em uma fórmula “certa” para a família dormir e sim que cada família tem que encontrar a sua fórmula “certa”. Afinal, o certo não é todo mundo estar dormindo feliz? Agora, se nem todo mundo está dormindo feliz, aí acredito sim que deva-se experimentar outras alternativas até ter certeza de qual jeito se adequa melhor a seu cotidiano. Aqui dá certo assim: ela dorme a noite todinha, no cantinho dela, eu nano sim, alguns dias por dois minutos, outros nem preciso nanar porque ela adormece mamando e em outros muito raros (e muito chatos), por quase 45 minutos. Às vezes, quando acontece de acordar, tem que nanar sim. Quando estou muito exausta, sento na poltrona e faço cafuné nela até ela adormecer de novo. Em uma dessas madrugadas em que ela acordou porque estava com o nariz entupido, experimentei deitar com ela num colchonete que tem no quarto dela. Funcionou mas não funcionou. Ela dormiu super rápido abraçada em mim mas quando levantei pra devolver pro berço, ela acordou e aí só dormia quando eu abraçava deitada. Confesso que aboli essa técnica naquele mesmo dia porque fiquei com medo dela me capturar eternamente pra dormir ali no colchonete com ela e minha coluna não suportaria essa nova rotina. Então é só tentando, experimentando, errando e acertando que vamos achar nossa felicidade noturna!

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Cafuné & Cia

Como a busca pelo soninho ideal do bebê tem sido um assunto recorrente entre as amigas, vou colocar aqui algumas dicas úteis que aprendi ao longo desses 12 meses. Nina dorme a noite todinha, no bercinho dela, de 20h às 06:30/07:30, sem acordar. Claro que já tivemos dias caóticos mas eles são eventuais, em função de alguma febre, nariz entupido, dente molar nascendo, etc. Mas atenção: essas não são verdades absolutas. São apenas as minhas impressões e experiências. Cada pessoa tem sua forma de conduzir o assunto, cada criança tem uma personalidade e o que funciona pra um, não necessariamente vai funcionar pra outro. Como diria uma amiga minha, o importante é que todos estejam dormindo felizes! Compartilhem também as suas idéias! Good luck you all!

- Paninho do soninho: é legal ter um paninho, travesseirinho ou bichinho do soninho; ele vai ser o objeto que a criança vai associar à hora de dormir. Aqui em casa é uma mantinha da Carter’s que coloco no ombro. A coisa é tão eficaz aqui que é só dizer que é hora de mimir que a Nina procura o paninho (que eu deixo sempre pendurado no mesmo lugar) e quando eu o coloco no ombro, ela deita a cabeça nele imediatamente e não sai dali enquanto não adormece;

- Música do soninho: cantar sempre a mesma música na hora de nanar para que a criança associe-a à hora de dormir também funciona. Aqui em casa é Frère Jacques;

- Palavra do soninho: na hora de colocar pra dormir, invente uma palavra para avisá-la de que é hora de dormir. Aqui é “hora de mimir”;

- Banho relaxante: eu dou o banho da tarde lá pelas 18:45, 19:00, já preparando a Nina pro soninho. Ela já sai do banho cansadinha de brincar na banheira, relaxada e cheirosa, pronta pro pijama;

- Chupeta: assim que ela está de pijama, com os dentes escovados, cabelinho penteado, eu dou a chupetinha;

- Clima do soninho: é legal depois desse ritual de banho, colocar a criança para fazer atividades mais tranquilas como ler um livrinho ou brincar com alguma coisa suave como um brinquedinho de encaixar. Nada que agite demais. O momento é de relaxamento;

- Cafuné: há alguns dias descobri que ela ama cafuné no cabelo e tem sido batata pra ela pegar no sono, seja na soneca depois do almoço ou no sono da noite. É só colocar ela no colo, deitada no ombro, começar o cafuné e contar 5, 4, 3, 2, 1. Tem sido a salvação depois que ela passou uns dias levando um tempão pra dormir em função da adaptação do horário de verão;

- Leite e penumbra: quando chega a hora de dormir, aviso a ela “é hora de mimir” e faço o leite. Levo ela pro quarto já na penumbra, apenas com uma luz fraquinha, sento na poltrona com a porta do quarto fechada, dou a mamadeira de leite e aí sigo com o ritual da chupeta + paninho do soninho + cafuné. Aí coloco no berço. Dou mais uma mamadeira com ela dormindo às 23:30. Sim, eu dou uma mamadeira com ela dormindo deitada. Reza a lenda que dar leite com o bebê deitado dá dor de ouvido. Aqui nunca deu e sempre fizemos isso.

É claro que no mundo ideal e perfeito, a mãe não precisa de nada disso. Ela simplesmente diz que é hora de dormir, coloca a criança no berço e ela dorme sozinha sem precisar de nenhuma associação, artifício, naninha, cafuné, etc. Mas… nem tudo é perfeito e com toda a sinceridade do meu coração, eu adoro esse ritual de carinho pra dormir. E como o importante é todos estarem felizes e eu durmo a noite toda feliz da vida, então tá valendo!

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A festa de 1 aninho da Nina

A festinha de 1 ano da Nina foi um sucesso. Que dia feliz e perfeito! A comemoração foi no Parquinho do Jardim Botânico e praticamente toda hand made. O Parquinho do JB é um lugar ótimo porque a equipe do Café Botânica é sensacional, o entretenimento para as crianças está garantido com todos os brinquedos do próprio parque e o lugar já proporciona um momento especial. Quanto aos salamaleques da festa, aqui vão as dicas:

- Convite: fiz a ilustração e a arte do convite e mandamos apenas por email – o convite é este aqui do post do dia do aniversário. Na véspera da festinha, mandei para os convidados por email uma arte atualizada, lembrando data e local. Coloquei também no Facebook como evento para os convidados;

- Parquinho do Jardim Botânico & Café Botânica: a equipe do Café Botânica serve comidinhas de café da manhã para adultos e crianças deliciosas: pães de batata com requeijão, pãeszinhos de queijo quentinhos, café, refrigerantes, água de coco, água, biscoito de polvilho, mini pizzas, cachorro quente Geneal, sorvetinho Itália são algumas delícias servidas durante a festa que fizeram o maior sucesso no sábado de manhã. Além das comidinhas, eles fornecem uma equipe super competente e querida para ajudar a arrumar tudo, organizar e servir;

- Bolo e cupcakes: Ana Salinas. O bolo e os cupcakes, além de deliciosos, ficaram sensacionais. Ana simplesmente reproduziu perfeitamente minha ilustração, como havia pedido a ela. Super indico!

- Bolo extra (pra Nina assoprar logo um monte de velinhas): eu mesma fiz com o granulado delicioso de chocolate belga (receita no próximo post);

- Velinhas: comprei algumas na loja de festas Party Shop do Shopping da Gávea e outras no Atelier da Gula em Copacabana;

- Brigadeiros e Beijinhos: fizemos em casa mesmo. Nos brigadeiros, usei o granulado belga comprado no Atelier da Gula de Copacabana. Fiz metade dos Beijinhos com cobertura crocante colorida e a outra metade com coco ralado e cravo;

- Pratos para brigadeiros, cupcakes e bolos: usei os que eu já tinha mesmo, um rosa de dois andares para os beijinhos coloridos, um azul de dois andares para os brigadeiros, um branco de dois andares para os beijinhos de coco, um maior de um andar para os cupcakes e um branco menor de um andar para o bolo que fiz. O bolo da Ana Salinas já veio em uma bandeja decorada;

- Toalhas de mesa: comprei tecido de bolinhas e minha avó fez as bainhas;

- Bandeirinhas: para decorar, usei bandeirinhas da Parangolé lindas e fofas que depois servem para decorar a casa, o quarto das crianças e em inúmeras outras festinhas;

- Informativo de mesa: para identificar a festinha da Nina, coloquei nas mesas um “Informativozinho” falando que ali eram as mesas da festinha da Nina. Como o Parquinho do Jardim Botânico é um local aberto (apesar da festa ser num cantinho separado), achei legal colocar para identificar. Usei a identidade visual da festinha e fiz em forma de triângulo, deixando em pé na mesa;

- Copos, pratinhos, talheres e guardanapos: os copos e pratinhos são da Parangolé, fofos demais. Adoro a Parangolé. Os garfinhos eram de plástico e os guardanapos de papel rosinhas, ambos comprados na Aidan festas no mesmo dia que comprei os brindes;

- Brindes para os amiguinhos: usei o mesmo tecido das toalhas e minha avó costurou os saquinhos; dentro coloquei um kit praia/pracinha que vinha com baldinho & etc e bolinhas de sabão, ambos comprados na loja Aidan de Copacabana. Fechei com lacinho de fita de cetim com uma tag com a identidade visual da festinha. Coloquei os brindes na mesa dentro de um balde flexível que usamos no quarto da Nina como porta brinquedos mesmo;

- Kit lanchinho para os amiguinhos: comprei saquinhos plásticos em uma loja de embalagens de Copacabana e coloquei dentro água de coco Do Bem comprada no Zona Sul, maçãzinha e biscoito polvinho pequeno comprado no Hortifruti. Os biscoitinhos foram colocados em saquinhos de papel de bolinha e fechados com uma fecho de metal, também comprados na lojinha de embalagens. Fechei com lacinho de fita de cetim com uma tag com a identidade visual da festinha. Coloquei os kits na mesa em uma bandeja de palha aqui de casa mesmo;

- Porta presentes: para colocar os presentes que ela ganhou, usamos uma caixa de brinquedos da Nina mesmo comprada na Tok Stok.

Beijos!

 

 

 

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Nina 1 aninho!

Nina, mamama e bababa te amam mais que um trilhão vezes infinito. Parabéns pelo dia de hoje! Assopra a velinha meu amor: fúúúúúúshhhhhh!

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Fase do “não pode nada”

Nina sempre foi tão facinha de fazer a higiene & cia. Mas nos últimos tempos, entrou na fase do “não pode nada”. E que fase chata! O banho é uma maravilha. Ela ama, se diverte e na hora de sair ainda vai me dando tudo pra guardar – shampoo, sabonete líquido, regador, todos os brinquedos. Maravilha. Adora ser embrulhada na toalha e vai feliz da vida até seu quartinho. Aí que o bicho pega. Quando coloco ela no trocador começa a resmungação sobre tu-do. Não pode nada:

- não pode deitar no trocador;
- não pode passar talco porque dá agonia;
- não pode enxugar a cabeça (não adianta mais fingir que tá brincando de cabaninha com a toalha – ela já sacou que é enganação);
- não pode limpar o ouvido com cotonete porque dá aflição;
- não pode pentear o cabelo porque só ela quer pentear o meu;
- passar o Hipoglós pode mas ela tem que esfregar a mão nele e sair toda melecada;
- não pode botar a fralda porque ela prefere ficar pelada mesmo;
- não pode cortar a unha, de jeito nenhum (para quem me deu sugestões sobre esse tema aqui, não pessoal, não adianta cortar com ela dormindo porque ela dorme de barriga pra baixo praticamente com as pernas dobradas, não adianta comprar outra tesourinha, não adianta cantar, não adianta conversar, não adianta cortar a minha antes);
- pode vestir a roupa mas a mão não pode ficar muito tempo escondida na manga ahaha;
- não pode limpar o nariz de meleca, nem pensar;
- não pode mais dar as vitaminas (ela tomava tão bem!);
- não pode escovar os dentes (podia, mas agora que os molares estão nascendo não pode mais – te entendo amor da minha vida – isso passa);

Enquanto a fase do “não pode nada” está no auge, vou distraindo o ritual de higiene & limpeza com cosquinhas, música, conversa e muuuuuita paciência. Ai ai…

 

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Domingo chuvoso é dia de…

… tomar café da manhã (perinha, queijo minas, água de coco e pão francês) na mesa com papai e mamãe e aprender a colar figurinhas nos álbuns do Backyardigans e Hello Kitty. Aliás, uma das coisas ótimas de ter filha é ter a licença poética de voltar a ser uma e colar figurinhas feliz da vida!

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