Borboletinha, tá na cozinha…

Já tinha percebido o poder da Galinha Pintadinha sobre a Nina. Ela sempre amou os clipes e as músicas. Mas essa semana constatei o poder da mamãe Jana cantando as músicas da galinha pintadinha pra ela. Gente, vocês não calculam quanto ela ama! A ponto da minha cantoria totalmente desafinada conseguir aplacar a choradeira na hora de fazer a nebulização por causa de um resfriado que ela pegou. As musiquinhas cantadas sem nenhuma afinação acalmam a fofinha em qualquer situação: pra comer, pra mamar, pra nanar, pra nebulizar, pra brincar, pra tomar banho, pra tomar remédio, pra trocar fralda. Adorei isso porque é um carta na manga poderosa mas não aguento mais cantar as mesmas músicas o dia to-do. Porque além de péssima cantora, eu não tenho muito poder de decoreba e só consegui, até agora, decorar a galinha pintadinha, meu pintinho amarelinho, um, dois, três indiozinhos e borboletinha. Acompanhando no DVD eu canto todas de cor, mas sem o acompanhamento, só lembro dessas. Pior é que quando uma delas cola no cérebro, passo o dia catarolando mentalmente a famigerada. Outro dia eu tava tentando cantar Coldplay pra apagar os indiozinhos da cabeça e não conseguia de jeito nenhum. É música chiclete total. Vou comprar o DVD 2 pra tentar decorar umas novas!

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A arca de Noé

Minha infância foi ao som desse disco lindo, A arca de Noé, com vários artistas interpretando Vinicius de Moraes. Eu era completamente apaixonada por estas músicas e cantava o dia inteiro, principalmente “O pato” e “A casa”. Até hoje sei de cor e salteado estas duas músicas e me pego cantarolando elas para a Nina várias vezes ao dia. “O pato pateta pintou o caneco, surrou a galinha, bateu no marreco, pulou do puleiro no pé do cavalo, levou um coice e criou um galo, comeu um pedaço de jenipapo, ficou engasgado, com dor no papo, caiu do poço quebrou a tigela, tantas fez o moço que foi pra panela, qua qua qua quaaaa qua…”. “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada, ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão, ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede, ninguém podia fazer pipi, porque pinico não tinha ali, mas era feita com muito esmero, na rua dos bobos, número zero…”. Além das músicas lindas que ficaram na memória da minha maravilhosa infância até hoje, a capa do LP era sensacional. Ela vinha com os bichos da arca para a criança recortar e colar, montando sua própria capa customizada. Esse CD com certeza fará parte da infância da minha bonequinha.

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